quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Tempo dos Dinossauros.
A Sandra pediu uma nova postagem no blog.
Vendo um e-mail que ela mesma me enviou, sobre os bons tempos antigos, resolvi "tomar emprestado" outro e-mail e postar algo sobre a nossa infância, talvez "chata" para os padrões de nossos filhos e netos.
Mas, puxa vida, como éramos felizes !!!
Os carros não tinham cintos de segurança, apoios de cabeça, nem air-bag!!
Íamos soltos no banco de trás fazendo aquela farra!
E isso não era perigoso!
As camas tinham grades e os brinquedos eram muito coloridos com pecinhas que se soltavam ou no mínimo pintados com umas tintas “duvidosas“ contendo chumbo ou outro veneno qualquer.
Não havia travas de segurança nas portas dos carros, chaves nos armários de medicamentos, detergentes ou químicos domésticos.
A gente andava de bicicleta para lá e pra cá, sem capacete, joelheiras, caneleiras, etc. Lembro de ter ido, com minha Caloi 10, pela "estrada oficial" asfaltada, até Itaju.
Bebíamos água de filtro de barro, da torneira, de uma mangueira, ou de uma fonte e não águas minerais em garrafas ditas ¨esterilizadas¨.
Iamos brincar na rua com uma única condição: voltar para casa ao anoitecer.
O melhor lugar era em frente a casa do Fábio, próximo à entrada do Lar Vicentino. Ainda era uma rua "sem saída" e podíamos ficar lá "à vontade".
Não havia celulares...
Tínhamos aulas só de manhã, e íamos almoçar em casa.
Quando tinhamos piolho usávamos Neocid em pó.
Braço no gesso, dentes partidos, joelhos ralados, cabeça lascada. Nunca fui de aprontar muito mas, na infância quebrei os dois braços: uma vez jogando bola. Outra vez caindo de bicicleta.
Alguém se queixava disso?
Todos tinham razão, menos nós ...
Comíamos doces à vontade, pão com manteiga, bebidas com o (perigoso) açúcar. Não se falava de obesidade, brincávamos sempre na rua e éramos super ativos ...
Dividíamos com nossos amigos uma Tubaína ou Coca-Cola Litro comprada naquela vendinha da esquina, gole a gole e nunca ninguém morreu por isso ....
Toda tarde eu fazia "ponto" na Sorveteria do Necão e tomava uma Vaca-Preta.
Nada de Playstations, Nintendo 64, X boxes, jogos de Vídeo , Internet por satélite, Video cassete, DVD, Blue Ray, celular com câmera, Computador, Chats na Internet
Só amigos.
A pé ou de bicicleta, íamos à casa dos nossos amigos, mesmo que morassem a kms de nossa casa, entrávamos sem bater e íamos brincar.
E quando o lago foi inaugurado!!! Íamos lá aprender andar de skate pelas suas ruas desertas, afinal era "longe" da cidade.
É verdade! Lá fora, nesse mundo cinzento e sem segurança! Como era possível? Jogávamos futebol na rua, com a trave sinalizada por duas pedras, e mesmo que não fossemos escalados ... ninguém ficava frustrado e nem era o “FIM DO MUNDO“!
Na escola tinha bons e maus alunos. Uns passavam e outros eram reprovados. Ninguém ia por isso a um psicólogo ou psicoterapeuta. Não havia a moda dos superdotados, nem se falava em dislexia, problemas de concentração, hiperatividade. Quem não passava, simplesmente repetia de ano e tentava de novo no ano seguinte!
As nossas festas eram animadas por radio-vitrolas com agulhas de diamantes deslizando sobre os discos de vinil, luz negra e um delicioso coquetel feito de groselha e maçã em cubinhos. Lembro da "brincadeiras - dançantes", lá na casa da Silvana, em cima da laje.
Tínhamos:
Liberdade,
Fracassos,
Sucessos e
Deveres.
...e aprendíamos a lidar com cada um deles!
http://www.imdb.pt/title/tt0214382/
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Sabe? acho que eramos mais felizes mesmo, acredito que mesmo tendo brincado e mto com ''brinquedos menos pedagogicos, menos tecnologico'' tinhamos uma gde vantagem , eramos felizes , vivamos , riamos de brsteiras inocentes,marcavamos ponto na regional do Gê Feio rrsrs mandavamos sim grvar gdes seleçoes em fitas k7, mas no fundos nos amavamos como irmãos , sem maldade, sem competição, coisa rara hoje bjs
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